Por setores, observa-se uma grande heterogeneidade de resultados, o que não é desejável, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (Sincovarp). Os setores que apresentaram aumentos em suas vendas foram, em ordem decrescente: eletrodomésticos (7,25%), calçados (5,75%), ótica (5,33%), tecidos/enxoval (2,54%), cine/foto (1,50%) e ainda vestuário (0,14%).
Já os setores com redução nas vendas foram: livraria/papelaria (-3,20%), móveis (-2,93%) e presentes (-0,24%). De maneira geral, o que se observou entre os setores foi uma inversão, em que os segmentos que vinham apresentando bons resultados perderam o fôlego e aqueles que estavam fracos, passaram a apresentar crescimento das vendas.
No quesito emprego as melhores notícias, o comércio está contratando e apresentou um aumento do número de postos de trabalho em novembro de 2,13%. De fato este número foi um pouco além do que se esperava, mas ainda é um volume de contratações que impacta no mercado de trabalho. Das empresas entrevistadas 84,5% não alteraram o número de funcionários em novembro, mas 13,3% delas contrataram e apenas 2,2% demitiram durante o mês. Entre os setores, todas as médias ficaram positivas, sendo que eletrodomésticos, livraria/papelaria, calçados e vestuários aumentaram seus quadros funcionais em, respectivamente, 9,43%, 4,41%, 3,39% e 1,96% durante o mês.
Segundo o sindicato, os resultados continuam apontando para um final de ano bastante pujante para o comércio, no entanto o ritmo em novembro foi desacelerado. Apesar da maior procura por eletrodomésticos, outros setores, como vestuário, sentiram-se um pouco abandonados pelos consumidores. O comportamento destes pode ser facilmente explicado pelo forte incentivo do governo, que prorrogou a redução de IPI sobre aqueles produtos, estimulando assim suas vendas.
Com um setor estimulado, os outros acabam sendo preteridos, porém cabe ressaltar que setores com ótica e calçados também se mostraram aquecidos, mesmo sem incentivos, assim o estímulo do governo não explica todo o cenário. Para esses últimos, o câmbio e os resultados menos expressivos do ano passado são motivos mais plausíveis para o crescimento ocorrido.
(Redação - Agência IN)