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Cautela volta à cena e bolsas não definem tendência

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SÃO PAULO, 15 de dezembro de 2009 - As principais bolsas mundiais encerraram o dia sem tendência única. Com a redução dos negócios no último mês do ano, os investidores aproveitam para realizar lucros. Nos Estados Unidos, a cautela reflete a expectativa quanto a divulgação da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).

Diante disso, as bolsas norte-americanas fecharam em baixa. O Dow Jones recuou 0,47%, para os 10.452 pontos; o Nasdaq perdeu 0,50%, para os 2.201 pontos; e o S&P 500 caiu 0,55%, para os 1.107 pontos.

Já os índices europeus terminaram em direções opostas, repercutindo dados econômicos norte-americanos e do próprio continente. No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) apresentou inflação de 1,9% nos últimos doze meses até novembro, contra alta de 1,5% no período encerrado em outubro. O FTSE-100, de Londres, recuou 0,56%, aos 5.285 pontos; o DAX, de Frankfurt, subiu 0,16%, aos 5.811 pontos; e o CAC-40, de Paris, ganhou 0,10%, aos 3.834 pontos.

Por aqui, após um dia de instabilidade nos negócios, o Ibovespa encerrou com recuo de 0,06%, aos 69.310 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 4,67 bilhões. Após a bolsa subir mais de 80% nesse ano, o movimento é marcado por uma realização de lucros natural.

Por sua vez, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, terminou com queda de 0,07%, aos 2.214 pontos.

Nas commodities, o barril do petróleo terminou valorizado no mercado internacional, devido ao crescimento acima do esperado da produção industrial dos Estados Unidos, o que sinaliza maior demanda por combustíveis. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em janeiro, subiu 1,6%, cotado a US$ 70,64 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento em janeiro, recuou 0,23%, negociado a US$ 72,06 no ICE Exchange de Londres.

Na renda fixa, as projeções de juros embutidos nos certificados de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam com avanço. O DI com vencimento em janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,42%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em alta, vendida a R$ 1,75.

(Redação - Agência IN)