A nova estimativa é de que em 2008 houve um déficit habitacional de 5,572 milhões de unidades habitacionais (queda de 3,3% em relação a 2007).
Este número é a soma de 3,552 milhões de moradias inadequadas (aumento de 1,6%) com 2,020 milhões de famílias em coabitação que manifestaram o desejo de se mudar (queda de 10,8%).
Em 2007, o déficit habitacional foi de 5,760 milhões de moradias. Este número é a soma de 3,495 milhões de moradias inadequadas com 2,265 milhões de famílias em coabitação que manifestaram o desejo de se mudar.
Vale destacar que 80% do déficit habitacional nacional é constituído por famílias com renda de até 3 salários mínimos. Segundo o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, este fato reforça a tese de que apenas uma política de Estado, que subsidie a habitação de baixa renda e ultrapasse o período do mandato do governo de plantão, será capaz de proporcionar moradia digna a todos os brasileiros.
"A base dessa política é garantir recursos permanentes do orçamento para subsidiar a moradia para as famílias que não têm capacidade de assumir as prestações de um financiamento imobiliário. Neste sentido, defendemos a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Habitação, que destina 2% da arrecadação da União e 1% daquela dos Estados e Municípios aos Fundos de Habitação de Interesse Social, pelo prazo de 20 anos ou até que o déficit habitacional acabe, o que ocorrer antes", afirma o presidente do SindusCon-SP.
(Redação - Agência IN)