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Dubai faz bolsas encerrarem sem tendência

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SÃO PAULO, 30 de novembro de 2009 - As principais bolsas mundiais encerraram o dia em direções opostas. A preocupação com Dubai ainda prevaleceu nas negociações. Os investidores receberam hoje a notícia que o governo não dará garantia à gigantesca dívida de Dubai World. Porém, o Banco Central da região prometeu apoio às instituições financeiras afetadas pelas dívidas.

Diante disso, a volatilidade tomou conta dos negócios durante o dia. No final do pregão, a ponta compradora prevaleceu em Wall Street, com as bolsas norte-americanas registrando ganhos. Ao final da sessão, o índice Dow Jones registrou valorização de 0,34%, para 10.344 pontos; o Nasdaq avançou 0,29%, para 2.144 pontos e o S&P 500 cresceu 0,38%, para 1.095 pontos.

No sentido oposto, os índices europeus terminaram com perdas. Mais uma vez, as informações vindas de Dubai afetaram diretamente o desempenho. No término das negociações, o FTSE-100, de Londres, teve queda de 1,05%, aos 5.190 pontos; o DAX, de Frankfurt, recuou 1,05%, aos 5.625 pontos; e o CAC-40, de Paris, declinou 1,11%, aos 3.680 pontos.

Por aqui, após um dia de instabilidade nos negócios, o Ibovespa encerrou com leve baixa de 0,06%, 67.044 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 8,46 bilhões. Assim como no ambiente externo, as incertezas de Dubai dominaram o mercado.

Por sua vez, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, terminou em terreno negativo, com 1,89%, aos 2.147 pontos.

Nas commodities, o barril do petróleo terminou em alta no mercado internacional, influenciado pelo desempenho do Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da atividade industrial de Chicago, que avançou para 56,1 pontos em novembro deste ano. No fim das negociações, o preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em janeiro, avançou 1,6% a US$ 77,25 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). Enquanto isso, o barril do tipo Brent, com vencimento em janeiro, subiu 1,6% negociado a US$ 78,44 no ICE Exchange de Londres.

Na renda fixa, as projeções de juros embutidos nos Certificados de Depósito Interfinanceiro (CDI) fecharam com avanço. O DI com vencimento em janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,31%.

No câmbio, a moeda norte-americana fechou em alta, vendida a R$ 1,75.

(Redação - Agência IN)