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Mantida redução de IPI para linha branca

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Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O governo decidiu prorrogar, até o fim de janeiro, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) menor para os produtos da chamada linha branca, que são geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, informou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Essa é a segunda prorrogação do IPI reduzido para os produtos da linha branca. A redução foi anunciada pelo governo em 17 de abril, com validade de três meses, ou seja, até 17 de julho. Entretanto, em junho, o governo anunciou que o IPI baixo seria mantido até o fim de outubro deste ano

Segundo o ministro, serão beneficiados os produtos com baixo consumo de energia. Entretanto, no caso dos fogões, a alíquota ficará um pouco maior. Antes da redução do tributo, a alíquota estava em 4%, e caiu para zero. A partir da próxima semana, será um pouco maior, mesmo para os produtos que consomem menos: de 2%.

No caso das geladeiras, as com o Selo A, que atesta menor consumo, continuarão com o benefício anterior de redução da alíquota de 15% para 5%. Para o restante da linha branca, a alíquota baixa será mantida, mas somente para os produtos com baixo consumo. Com a medida, o governo espera economizar 35 gigawatts por ano, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A estimativa de renúncia fiscal (perda de arredacadação) com a prorrogação é de R$ 132 milhões.

O ministro informou que o governo decidiu estender o benefício do IPI reduzido para que os preços destes produtos continuem mais baixos para o consumidor, e que os varejistas se comprometem a repassar a redução para os preços, estimulando o consumo.

Mantega confirmou que os preços dos produtos caíram com o IPI menor, mas resssalvou que poderiam ter caído mais E criticou os juros ainda altos das financeiras.

Apoio no varejo

Luiza Trajano, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), elogiou a decisão do governo. Ela lembrou que os varejistas haviam pedido a prorrogação do benefício.

Os trabalhadores vão receber o 13º salário e isso vai ajudar muito disse. De acordo com Luiza Trajano, os varejistas vão contratar de 10% a 15% a mais de temporários com a medida. E explicou que 85% dos produtos já trabalham com os selos de consumo de energia atribuídos pelo Inmetro.