Blues chips e EUA fazem Ibovespa renovar máxima do ano

SÃO PAULO, 19 de outubro de 2009 - O bom humor dos investidores nas principais praças acionárias mundiais contagiou os negócios na bolsa brasileira. O movimento também foi influenciado pela valorização das commodities no mercado internacional. No término do pregão, o Ibovespa registrou nova máxima do ano, com valorização de 1,57%, aos 67.239 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 10,49 bilhões, em dia de exercício de opções sobre ações.

Na avaliação de Luis Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Corretora Souza Barros, após iniciar com ganhos modestos, a bolsa brasileira intensificou o movimento com especulações positivas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) chinês.

"As expectativas sobre o desempenho da economia chinesa - que será divulgado no final desta semana - animou os investidores mundo afora. As projeções apontam para um forte crescimento do PIB, o que acabou puxando a alta das commodities", disse Monteiro.

Com as commodities em alta, as ações que possuem maior peso na bolsa brasileira se destacaram no Ibovespa, registrando as maiores valorizações. No final dos negócios, os papéis preferenciais da Gerdau subiram 3,43%, enquanto que os ordinários da Usiminas e preferenciais da Vale ganharam 3,93%, e 3,11% respectivamente.

Na mesma linha, as ações preferenciais da Petrobras valorizaram 2,63%, negociadas a R$ 37,36. As cotações andaram em sintonia com os preços do petróleo em Nova York, que encerram em alta de 1,3%, a US$ 79,54.

Enquanto isso, os papéis preferenciais do Bradesco fecharam com acréscimos de 0,73%, para R$ 36,93. Os agentes acompanharam a notícia que a Odontoprev celebrou acordo para a integração das atividades exercidas pela OdontoPrev e Bradesco Dental, por meio da incorporação das ações de emissão da Bradesco Dental pela OdontoPrev.

Já as ações da GOL configuraram entre as maiores quedas do Ibovespa, com declínio de 2,80%, cotadas a R$ 18,70. Hoje, a companhia anunciou a conclusão de sua oferta global de ações, que resultou no aumento de sua posição de caixa em R$ 627,1 milhões.

No ambiente externo, sem indicadores econômicos de peso, o mercado monitorou o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke. O executivo defendeu uma economia mundial mais equilibrada e pediu novamente aos países para "resistir firmemente" ao protecionismo.

Os agentes também acompanharam alguns resultados corporativos trimestrais. A BB&T obteve lucro líquido de US$ 157 milhões (US$ 0,23 por ação) no terceiro trimestre deste ano, contra um lucro de US$ 362 milhões (US$ 0,65 por ação) no mesmo período do ano passado. Em referência a Eaton, a companhia lucrou US$ 194 milhões (US$ 1,14 por ação) no terceiro trimestre deste ano, enquanto que na mesma época do ano anterior foi de US$ 318 milhões (US$ 1,87 por ação).

(Déborah Costa - Agência IN)