Energias do Brasil fará oferta de ações

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - A Energias do Brasil informou sexta-feira que fará uma oferta secundária de ações, para venda de papéis mantidos em tesouraria.

A empresa não revelou detalhes da operação como número de ações e cronograma. Segundo o balanço de junho da companhia, o último disponível, a empresa possuía 15.780.225 ações em tesouraria no fim do segundo trimestre.

Considerando o preço de fechamento do papel da empresa na Bovespa sexta-feira, de R$ 31,30, e a venda de totalidade das ações em tesouraria, a operação movimentaria quase R$ 500 milhões.

Nesse cenário, o total de ações da Energias do Brasil em circulação no mercado subirá dos atuais 28% para 35%.

De acordo com o prospecto preliminar da operação encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários, os recursos obtidos com a oferta serão utilizados para pagamento de dívidas e aumento de flexibilidade financeira . No fim de junho, a Energias do Brasil tinha dívida de curto prazo de R$ 1,3 bilhão e de longo prazo de R$ 1,7 bilhão.

Há outras 10 operações de emissão de ações em andamento na Bovespa. Na próxima semana, serão conhecidos os preços por ações nas ofertas da construtora Brookfield, da empresa de concessões rodoviárias CCR e da administradora de shopping centers Iguatemi.

Até agora, em 2009, o giro financeiro de ofertas de ações na bolsa paulista entre primárias e secundárias totalizou cerca de R$ 39 bilhões, incluindo a maior da história, a do Santander Brasil, de R$ 14,1 bilhões.

As agências de classificação de crédito Fitch e Standard & Poor's emitiram ratings BB- e B+ , respectivamente, à proposta de emissão de bônus pela TAM. Ambas as notas estão na escala em que os riscos de default são maiores.

As duas agências esperam uma colocação de US$ 300 milhões em títulos pela companhia aérea. Segundo o IFR, uma publicação da Thomson Reuters, a empresa começará os roadshows para a operação na semana que vem. Os bancos que receberam mandato para a emissão são Citigroup e Santander. O Banco do Brasil também poderá auxiliar, de acordo com o IFR. Em junho, o caixa da TAM foi reforçado com R$ 600 milhões obtidos com a emissão de debêntures.