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NOVA YORK - O dólar caía em relação à maioria das moedas nesta terça-feira, depois que o aumento do juro na Austrália reforçou as expectativas de que o Federal Reserve (FED, o banco central americano) ficará para trás em relação a outros bancos centrais no início do ciclo de aperto monetário.
O dólar também era pressionado por uma reportagem no jornal britânico The Independent, que afirma que países do Golfo estão em negociações secretas com Rússia, China, Japão e França para substituir o dólar por uma cesta de moedas na negociação de petróleo. A reportagem foi contestada por países com grande produção da matéria-prima.
O dólar australiano atingia o maior nível em 14 meses em relação do dólar americano após a alta de 0,25 ponto percentual do juro, para 3,25%, pelo Reserve Bank of Australia (RBA). Ele foi o primeiro banco central entre as principais economias a subir os juros após a crise.
A expectativa de que os Estados Unidos manterão os juros baixos por mais tempo, devido à recuperação fraca da economia americana, deixa os investidores com pouco entusiasmo para manter ativos denominados em dólares.
"Vai haver uma divergência entre o panorama dos juros nos Estados Unidos e em outras economias", disse Sophia Drossos, diretora de estratégia global em câmbio do Morgan Stanley, em Nova York. "Essa é a principal razão pela qual o dólar vai continuar na defensiva".
Às 14h12 (horário de Brasília), o índice do dólar em relação a uma cesta com as principais moedas operava em baixa de 0,46%. No Brasil, o dólar tinha baixa de 0,68%, para R$ 1,750, e chegou a ser cotado abaixo de R$ 1,75 pela primeira vez desde setembro de 2008. A contínua entrada de capitais, especialmente por conta da oferta de ações do Santander Brasil, dá fôlego extra à alta do real.