Em meio ao desprestígio do dólar e as especulações em torno de uma maior diversificação nas reservas estrangeiras dos países, as commodities se valorizaram. O avanço no preço das matérias-primas e a expectativa de recuperação da economia global foram o que deram ânimo aos negócios.
Segundo analistas, a alta nas cotações do ouro e do petróleo contribuiu com a apreciação de diversos papéis listados nas bolsas da Europa e Estados Unidos, tais como Gammon Gold, New Gold, Golden Star Resources e Exxon Mobil. A recomendação das ações do setor financeiro pelo Bank of America (BofA) também favoreceram o cenário.
Desde o início do dia, os investidores repercutiram positivamente o aperto monetário na Austrália, enquanto esperam com otimismo à temporada de resultados nos Estados Unidos. Primeiro país do G20 a elevar a taxa básica de juros desde a crise econômica mundial, a Austrália passou o custo do dinheiro de 3% para 3,25% ao ano. Existe a expectativa de que a Noruega seja a próxima.
Segundo os analistas do Banco Fator, a medida é um sinal de recuperação da economia global. "Outros países devem subir os juros nos próximos meses, mas para avançados como EUA, Reino Unido, Japão e Europa - onde estão em vigor medidas de estímulo monetário como compra de títulos corporativos e/ou do Tesouro, e onde a economia demorará mais para se recuperar - a alta de juros possivelmente virá mais tarde".
Mundo afora, existem setores da economia que ainda estão bem fragilizados, como os mercados de trabalho e de crédito. Porém, os pacotes de ajuda monetária e fiscal devem permanecer no cenário ainda por um bom tempo, o que deve ser suficiente para promover uma recuperação gradual e evitar a temida recaída que catacterizaria a recuperação no formato de W.
(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)