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Fecomercio sugere cautela com fim da recessão

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SÃO PAULO, 11 de setembro de 2009 - Comemorar o fim da "recessão técnica" no Brasil diante do crescimento de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, graças a variáveis pontuais e não sustentáveis, é algo questionável. Principalmente enquanto o semestre registra queda de "apenas" 1,5%, graças exclusivamente ao setor de serviços, que cresceu 2,1%, sobre o mesmo período de 2008, sob a ótica de produção. A avaliação é da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo a Federação, o dado negativo é de fato a ausência de recuperação industrial e de investimentos. "O cenário futuro permanece em aberto, dependente dos rumos e da capacidade de normalização do ritmo das atividades, em especial da indústria e, dentro dela, do segmento exportador. Espera-se que, após um semestre de manutenção do PIB através do consumo, os investimentos voltem a fluir principalmente no setor industrial", avalia.

O Consumo das Famílias continuou sustentando o crescimento, pela ótica da demanda, graças ao aumento da massa real de salários e principalmente pelo aumento do crédito para Pessoa Física. A Formação Bruta de Capital Fixo permaneceu no mesmo patamar do 1º trimestre de 2009, o que significa uma queda de 17% sobre o mesmo trimestre do ano passado.

Do cruzamento desses dois aspectos, é inevitável concluir-se que, se não houver a retomada de investimentos a médio prazo, será impossível manter os níveis de crescimento da massa apenas em função de reajustes e transferências sociais.

(Redação - Agência IN)