ASSINE
search button

Copom já pensa nas metas inflacionárias de 2011

Compartilhar

Raphael Zarko e Marta Nogueira, Jornal do Brasil

RIO - O Banco Central avaliou que o efeito sobre atividade e preços decorrente das reduções de juros já implementadas neste ano precisam ser cautelosamente avaliadas, para garantir a manutenção da inflação na meta até 2011, segundo a ata de sua última reunião que decidiu pela manutenção da Selic em 8,75%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) também ressaltou a melhora dos dados de atividade econômica desde sua reunião anterior em julho, e reduziu a previsão de inflação neste ano, mas elevou a do próximo, embora para patamar ainda abaixo do centro da meta.

O Copom entende que a perda de dinamismo da demanda doméstica gerou ampliação da margem de ociosidade da utilização dos fatores, ocasionando redução das pressões inflacionária , disse o Copom na ata, divulgada ontem.

Por outro lado, no curto prazo, o BC acredita que existem riscos decorrentes da atuação de mecanismos de reajuste, que impacta preços de serviços e monitorados.

O BC ressaltou que as decisões correntes de política monetária terão impactos concentrados em 2010 e que sua estratégia visa manter a inflação em patamar consistente com a trajetória de metas em 2009, 2010 e 2011.

O Copom avalia, adicionalmente, que a preservação de perspectivas inflacionárias benignas irá requerer que o comportamento do sistema financeiro e da economia sob um novo patamar de taxas de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo.

Inadimplência cai

A inadimplência dos consumidores caiu 13,16% em agosto, em relação a julho, e 1,38% em relação a agosto do ano passado. No acumulado do ano a queda foi de 8,8%.

Segundo levantamento da SPC Brasil/CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), a queda foi impulsionada pela recuperação do emprego e pelo aumento da massa salarial do trabalhador.