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Postura mais cautelosa atenuará riscos, aponta Ata

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SÃO PAULO, 10 de setembro de 2009 - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central considerou, em sua última ata, que uma postura mais cautelosa contribuirá para mitigar o risco de reversões abruptas da política monetária no futuro e, assim, para a recuperação consistente da economia ao longo dos próximos trimestres. Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está fixada a 8,75% ao ano.

Na ata, o Copom avalia que a preservação de perspectivas inflacionárias benignas irá requerer que o comportamento do sistema financeiro e da economia sob um novo patamar de taxas de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo.

O Copom avalia que a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação é limitada. A moderação das pressões da demanda doméstica sobre o mercado de fatores, ainda que permaneça sujeita a incertezas, deve conter o risco de repasse de pressões altistas sobre preços no atacado para os preços ao consumidor.

O colegiado também ressaltou que a perda de dinamismo da demanda doméstica gerou ampliação da margem de ociosidade da utilização dos fatores, ocasionando redução das pressões inflacionárias.

Por outro lado, "os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno derivam, no curto prazo, da atuação de mecanismos de reajuste que contribuem para prolongar no tempo pressões inflacionárias observadas no passado, como evidencia o comportamento dos preços dos serviços e de certos itens monitorados desde o início do ano, bem como, de uma eventual elevação dos preços de commodities".

O Comitê destacou também que desde a última reunião, a mediana das expectativas coletadas pela Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores (Gerin) para a variação do IPCA neste ano deslocou-se de 4,53% para 4,29%. Para 2010, a mediana das expectativas de inflação também recuou, passando de 4,41% para 4,30%.

O colegiado ponderou ainda que a política monetária deve contribuir para a consolidação de um ambiente macroeconômico favorável em horizontes mais longos. "O aumento da aversão ao risco e o aperto das condições de liquidez prevalentes nos mercados internacionais continuam mostrando sensível abrandamento na margem".

(MR - Agência IN)