"Estamos de mãos dadas com os EUA", avalia o diretor da Indusval Corretora, José Costa Gonçalves, destacando que hoje prevaleceram notícias positivas nos Estados Unidos, apesar da divulgação do déficit comercial de US$ 32 bilhões em julho deste ano. Um mês antes, o resultado ficou negativo em US$ 27,5 bilhões (dado revisado). O mercado esperava déficit em torno de US$ 27 bilhões para agosto deste ano.
Em sentido oposto, hoje foi divulgado também que os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 26 mil na semana encerrada dia 05 de setembro, já com ajustes sazonais. O número de solicitações passou de 576 mil, para 550 mil no período.
Ainda no país, os estoques de petróleo recuaram 5,9 milhões de barris na semana encerrada no dia 04 de setembro, na comparação com a semana anterior. A notícia de retração dos estoques, aliada à estimativa de alta da demanda mundial por petróleo para 2010, divulgada hoje pela Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) e a desvalorização do dólar frente a outras moedas impulsionam a valorização da commodity.
O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em outubro, encerrou com valorização de 0,9%, cotado a US$ 71,95 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, também com vencimento em outubro, terminou com expansão de 0,07%, negociado a US$ 69,88 no ICE Exchange de Londres.
O movimento sustenta a alta dos papéis preferenciais da Petrobras, que valorizaram 1,03% na sessão de hoje, cotados a R$ 33,34. A valorização das commodities também favorece os ganhos da Vale. Ao final do pregão, as ações da mineradora subiam 1,92%, aos R$ 34,40.
Já entre as maiores altas do dia, destaque para as ações da Telemar. Na sessão de hoje as ações preferenciais e ordinárias da companhia valorizaram 5,02% e 4,49%, respectivamente.
No sentido oposto, destaque para o setor de construção. As ações ordinárias da Gafisa foram as mais desvalorizadas da sessão, com retração de 1,88%. Em seguida, os papéis ordinários da Cyrela recuaram 1,39%.
(Carina Urbanin - Agência IN)