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BB lança fundo garantidor de crédito para empresas

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SÃO PAULO, 20 de agosto de 2009 - O Banco do Brasil lançou o Fundo de Garantia de Operações (FGO), mecanismo que complementa as garantias exigidas das empresas em empréstimos e financiamentos bancários.

O FGO assegura a cobertura de até 80% do crédito para capital de giro e investimento contratado por micro, pequenas e médias empresas. O fundo permitirá que as instituições financeiras operem com risco e custo mais baixos, impactando diretamente o preço final para o tomador de crédito.

"O FGO é um instrumento estratégico para que o Banco do Brasil possa ampliar, ainda mais, a oferta de crédito às empresas, em especial as de micro e pequeno portes, com taxas ainda mais competitivas", afirma Ricardo Flores, vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global. Com o novo Fundo, haverá uma redução média de 27% nas linhas de capital de giro do BB lastreadas pelo fundo, conclui o executivo.

Podem utilizar o Fundo as micro e pequenas empresas com faturamento bruto anual de até R$ 2,4 milhões, as médias empresas que faturam até R$ 15 milhões e os empreendedores individuais.

O valor máximo de cobertura depende do tipo de operação contratada, podendo chegar a 80% do valor financiado no caso de investimento, limitado a R$ 500 mil. Já nas operações de capital de giro, a cobertura varia de 60% a 80%, limitado a R$ 150 mil e R$ 100 mil, respectivamente, de acordo com as garantias apresentadas pelo cliente. Essa cobertura compreende todo o prazo do financiamento, inclusive o período de carência, se houver.

O mutuário paga ao FGO uma Comissão de Concessão de Garantia - CCG vinculada ao tipo da operação e proporcional ao prazo e valor garantido. Por exemplo, numa operação de capital de giro de R$ 10.000,00, com prazo de seis meses, em que a garantia do FGO é de 80%, a CCG seria de R$ 96.

De natureza privada, o FGO é constituído por recursos de seus cotistas - Tesouro Nacional e agentes financeiros - e pode garantir até 12 vezes o valor de seu patrimônio. Para se habilitarem a utilizar o fundo, as instituições financeiras devem contribuir com 0,5% do valor garantido em carteira.

O fundo iniciou suas operações com patrimônio de R$ 595 milhões - R$ 580 milhões aportados pelo Governo Federal, que estima que esse valor possa chegar até R$ 2,5 bilhões nos próximos períodos -, e R$ 15 milhões pelo Banco do Brasil, que prevê contribuição de até R$ 100 milhões. Com a contribuição inicial, o BB poderá alavancar até R$ 3 bilhões em operações.

(SSB - Agência IN)