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País entra em recessão pela primeira vez em 10 anos

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SÃO PAULO, 18 de agosto de 2009 - A economia chilena caiu 4,5% no segundo trimestre do ano e registrou sua primeira recessão em uma década devido à crise financeira internacional, cenário que deve se reverter no fim deste ano ou início de 2010, segundo analistas. O Produto Interno Bruto (PIB) chileno desacelerou no segundo trimestre deste ano pela queda da atividade industrial e do comércio, os setores mais atingidos pela crise, informou nesta terça-feira o Banco Central.

Durante o primeiro trimestre, a queda foi de 2,3%, o que levou a uma contração de 3,4% do PIB no primeiro semestre de 2009. A desaceleração no semestre é a primeira desde 1999, quando a economia chilena enfrentou a crise asiática, que provocou uma redução anual do PIB de 0,8%.

"Nossa projeção é de que a economia vai voltar a crescer nos próximos 12 meses, a partir já do último trimestre deste ano", destacou o economista da Universidade de Santiago, Guillermo Pattillo. O analista aponta que a recuperação será uma "lenta e gradual mudança de tendência". "E o ano, no acumulado, vai terminar negativo".

O economista da Universidade do Chile, Joseph Ramos, disse que a economia nacional atingiu o fundo do posso em maio passado e que agora está em um processo de recuperação, que em 2010 deve voltar a crescer como antes da crise."Para alguém que acaba de sair do hospital é difícil saber quando correrá uma maratona, mas a esta altura já podemos dizer que em 2010 o crescimento vai ser positivo, acima de 3%", acrescentou.

"Uma economia que teve meses de queda acelerada se estabiliza e se mantém", destacou o ministro da Fazenda, Andrés Velasco.

Em seu relatório trimestral, o Banco Central disse que "a atividade industrial se destacou como a de maior incidência negativa na queda do período, seguida por comércio, transporte e pesca". A indústria manufatureira caiu 13,1% enquanto a construção recuou 4,8%. O comércio se contraiu 7,1%. A pesca despencou 27,3% afetada em grande parte pela crise da então próspera indústria do salmão, que foi atingida por um vírus arrasador.

(Redação com agências internacionais - Agência IN)