Dessa forma, diante dos potenciais impactos de uma pandemia, as organizações devem se conscientizar da necessidade de manter planos de ação efetivos que garantam a continuidade do negócio caso sejam vitimadas por situação do gênero. Este foi o tema do estudo Preparing for a pandemic, realizado pela Ernst & Young no primeiro semestre de 2009.
No estudo, medidas emergenciais e preventivas são listadas para empresas que já apresentam casos da doença e, principalmente, para aquelas que ainda estão em fase de prevenção. Segundo levantamento da Ernst & Young, as grandes companhias ao redor do globo estão em geral mal-preparadas para manter seus negócios em caso de piora da pandemia do vírus H1N1.
As principais áreas afetadas seriam a de pessoas, processos e tecnologia. O estudo ressalta o fato de que pandemias são eventos de características únicas, alterando completamente planos previamente adotados. "As empresas devem ter uma resposta rápida e incisiva à questão. Uma pandemia de gripe é um desastre que começa com a simples falta de pessoal, mas evolui a ponto de tornar impraticável o prosseguimento dos negócios. É um tipo de incidente que provoca danos significativos em componentes chaves do negócio com paralisação ou mesmo inviabilidade da continuidade da prestação de serviços", afirma Carlos Miranda, sócio da Ernst & Young no Brasil.
Avaliando todos os possíveis danos causados por uma pandemia, o estudo sugere às empresas, primeiramente, identificar os maiores riscos relativos à perda de pessoas e definir previamente procedimentos de contingência. 'A força de trabalho de uma empresa pode ser reduzida em até 50%, com reflexos, por exemplo, na disponibilidade de recursos profissionais de terceiros e na relação de equipes de vendas com clientes', afirma Miranda. Uma pandemia, diferentemente de outros desastres testemunhados nos últimos anos, como tornados e ataques terroristas, não tem restrição de local, podendo atingir uma empresa de qualquer ramo, situada em qualquer lugar.
O estudo conclui ainda que muitas empresas estão no estágio inicial de preparação para a pandemia. Suas principais atitudes seriam a formação de equipes para a avaliação dos perigos e o monitoramento permanente junto a organismos internacionais como a OMS (Organização Mundial da saúde), em virtude de novas descobertas sobre o vírus. "No curto-prazo, o relatório apresenta dicas de rápida implementação, como sistemas de chat interno/externo para não afastar completamente funcionários contaminados, constante avaliação dos funcionários e criação de páginas na intranet trazendo as últimas noticias sobre a pandemia".
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)