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Produção de aço dispara, com alta de 28,5% em julho

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Jornal do Brasil

RIO - A produção brasileira de aço bruto disparou 28,5% em julho sobre o mês imediatamente anterior, para 2,5 milhões de toneladas, informou sexta-feira o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). Mesmo assim, o setor ainda está abaixo do nível do ano passado. Na comparação com julho de 2008, as siderúrgicas amargaram queda de 22,8 % na produção.

As vendas internas em julho cresceram 9,1% sobre junho, para 1,4 milhão de toneladas. Na comparação com julho de 2008, o volume apresenta queda de 31,6%.

Os dados de julho refletem uma tendência de gradativa recuperação no mercado interno , afirma o IBS em comunicado ao mercado.

Crise no setor do aço

Um rápida reestruturação na ThyssenKrupp, maior produtora de aço inoxidável da Europa, vai ajudar a empresa a suportar um fraco desempenho em 2009 e deixará a maior siderúrgica da Alemanha em boa forma em 2010, quando as condições econômicas devem melhorar junto com os resultados, informou o grupo sexta-feira. O conglomerado previu maior do que o esperado no ano fiscal que acaba em setembro.

A companhia, informou que os setores automotivo, maquinário, naval e de construção, que dominam sua base de clientes, mostraram sinais de recuperação em junho, impulsionando a demanda por seus produtos, pois tanto a Alemanha como a França inesperadamente saíram da recessão no segundo trimestre, registrando crescimento econômico de 0,3% no período.

Contudo, a ThyssenKrupp alertou que ainda não vê uma recuperação sustentável.

A Salzgitter, segunda maior siderúrgica da Alemanha, também forneceu uma projeção pessimista após resultados trimestrais mistos no exterior.

Líder do setor, a ArcelorMittal reiterou previsão para o segundo semestre, enquanto a Nippon Steel informou que pode cortar meta de desempenho anual.

Analistas consultados pela Reuters preveem que a ThyssenKrupp tenha prejuízo anual de 756 milhões de euros.

Prevendo melhores condições econômicas , a ThyssenKrupp informou que: olhando pra frente, (para o ano até setembro de 2010), esperamos estabilização moderada nas vendas. Os efeitos da reestruturação e dos cortes de despesas devem melhorar os resultados.

A empresa reduziu dívida líquida em 565 milhões de euros nos trimestre encerrado em junho e espera reduzir o montante para entre 3,5 bilhões a 4 bilhões de euros até o fim de setembro.