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Cenário externo contribui com nova queda do dólar

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SÃO PAULO, 27 de julho de 2009 - O ambiente seguiu ameno neste início de semana, diante de uma possível retomada do crescimento econômico em breve. O dólar encerrou em queda de 1,05%, vendido a R$ 1,876, apesar do leilão de compra do Banco Central. A moeda estrangeira acompanhou a valorização no preço das commodities e a menor aversão a risco. O mercado de ações, entretanto, aproveitou o dia para realizar lucro após alta recente.

Contribuíram para o cenário mais promissor a manutenção das políticas de incentivo à economia chinesa, a melhora no sentimento de confiança do consumidor alemão e novos sinais de estabilidade no mercado imobiliário norte-americano. Em junho, as vendas de imóveis novos nos EUA dispararam 11% quando comparado com o mês anterior, para uma taxa anualizada de 384 mil, ante 346 mil moradias em maio. Na Alemanha, a confiança do consumidor subiu para 3,5 pontos, a maior em mais de 12 meses.

Segundo analistas, apesar das vendas de casas nos EUA se recuperarem no mês passado, o preço médio continua em queda. Isto, associado à cautela antes da divulgação da preliminar do PIB norte-americano no segundo trimestre manteve alguns investidores na defensiva.

Para o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, é provável que o câmbio brasileiro siga oscilando em torno de R$ 1,90 nos próximos dias. "Mas com a percepção cada vez melhor dos investidores estrangeiros para o Brasil, o risco é de um real ainda mais apreciado nos próximos meses", observa.

Números do Banco Central (BC) mostraram que a entrada líquida de investimentos externos diretos somaram US$ 1,450 bilhão em junho e US$ 12,684 bilhões nos seis primeiros meses. No mês passado, as intervenções da autoridade monetária geraram aquisições no valor de US$ 6,6 bilhões, incluindo mercado à vista e outras operações. No primeiro semestre, as compras totalizaram US$ 8,6 bilhões, com projeção de US$ 11,3 bilhões para todo o ano de 2009.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)