De acordo com o levantamento, a piora da qualidade de crédito do consumidor iniciou-se a partir de 2007, devido ao rápido aumento do endividamento das famílias, acompanhado pela posterior elevação da inadimplência, agravado conjunturalmente pelas medidas de aperto monetário (elevação do IOF e da taxa básica de juros) executadas pela Autoridade Monetária em parte relevante de 2008.
Tais constatações são reforçadas pelo fato de que a mudança de patamar verificado pelo Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Pessoas Físicas ocorreu ainda no 3º trimestre de 2008, oscilando ao redor de 10% desde então, reagindo apenas marginalmente ao agravamento da crise financeira internacional.
Neste aspecto, a recuperação da qualidade de crédito do consumidor passa, necessariamente, por medidas que confiram não apenas uma melhor educação financeira por parte das pessoas físicas, como também pelo aprimoramento dos instrumentos de avaliação de riscos por parte dos concedentes de crédito. Neste último quesito, a introdução do Cadastro Positivo, nos moldes dos países que hoje o operam, é de vital importância para este fim.
(SSB - Agência IN)