"Existe um risco significativo de que a pandemia provoque uma série de mudanças desfavoráveis de comportamento que conduzam à deflação", indica o relatório.
"Um surto desta gripe no outono, justamente no momento em que a economia começa a se recuperar da crise, ameaçaria os já fragilizados negócios e aumentaria a pressão sobre os mercados financeiros e balanços fiscais. Isto poderia gerar um círculo vicioso que adiaria a recuperação por mais dois anos", alerta o texto.
O estudo, que se baseia na experiência de pandemias recentes como a SARS na Ásia em 2003, afirma que neste momento o impacto social e econômico do vírus ainda é "muito pequeno", mas que "se as taxas de contágio aumentarem muito, devemos esperar custos importantes".
A Organização Mundial da Saúde (OMS), que nesta sexta-feira disse que se absteria de uma contagem exaustiva dos casos da nova gripe, considera que o vírus está se propagando a uma velocidade "sem precedentes", embora seu último balanço oficial contabilize menos de 100 mil casos, com apenas 429 mortes.
Segundo o estudo da Oxford Economics, uma pandemia afetaria a economia através da oferta e da demanda - a primeira principalmente, porque os trabalhadores não poderão trabalhar - e a segunda porque os temores de contaminação fariam com que muita gente deixasse de consumir e viajar.
"A queda do Produto Interno Bruto (PIB) em seis meses de pandemia pode chegar a 5% na Grã-Bretanha", onde a previsão para 2009 já é de crescimento negativo, destaca o estudo, cujos cálculos foram feitos com base em uma projeção de 30% da taxa de contágio da doença e em um índice de mortalidade de 0,4%. (Redação com agências internacionais - Agência IN).