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Cautela prevalece sobre mercados e dólar sobe

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SÃO PAULO, 16 de julho de 2009 - O mercado de câmbio doméstico, assim como os demais, tem uma quinta-feira de instabilidade. Os players operam divididos entre os bons números vindos da China e dos Estados Unidos e os movimentos de ajuste de posições, após os exageros de ontem. Depois de flutuar entre as pontas de R$ 1,925 e R$ 1,941, o dólar encerrou primeira etapa em alta de 0,10%, vendido a R$ 1,939.

A cautela voltou a se impor mesmo com dados bons da China e a temporada de balanços nos EUA. Na Ásia, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 7,9% no segundo trimestre, uma alta de 1,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Além disso, a inflação medida pelo índice de preços ao consumidor chinês recuou 1,1% nos três primeiros meses do ano, o que garantiu um tom positivo para os mercados no começo da manhã. Entretanto, as preocupações com o CIT Group - que pode entrar com pedido de concordata, e os movimentos de realização de lucro nas commodities metálicas e petróleo, pesam sobre as bolsas internacionais, com reflexo no câmbio.

Na agenda norte-americana, os destaques são os balanços corporativos do JPMorgan - que reportou aumento de 35% no lucro líquido no segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2008. No entanto, o lucro por ação recuou para US$ 0,28. Já o Departamento do Trabalho divulgou queda de 47 mil pedidos de auxílio-desemprego na semana até 11 de julho, enquanto economistas previam queda de 52 mil.

Nesta manhã, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse que há uma melhora "muito animadora" na confiança no sistema financeiro. Após encontro com a ministra da economia da França, Christine Lagarde, em Paris, Geithner também disse que os mercados estão funcionando melhor, o que, para ele, é um bom sinal para a economia.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)