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WASHINGTON - O déficit comercial dos Estados Unidos surpreendeu e diminuiu para 26 bilhões de dólares em maio, menor patamar desde novembro de 1999, com um aumento das exportações apesas da demanda global fraca, mostraram dados do governo nesta sexta-feira.
O Departamento de Comércio informou que as exportações subiram 1,6%, para 123,3 bilhões de dólares, enquanto as importações declinaram 0,6%, a 149,3 bilhões de dólares.
Analistas consultados pela Reuters esperavam que o déficit comercial subiria para 30,2 bilhões de dólares.
O déficit comercial em abril foi revisado para 28,8 bilhões de dólares, ante leitura de 29,2 bilhões de dólares divulgada anteriormente.
O nível de importações foi o menor desde julho de 2004 e representou o décimo mês consecutivo de queda, expondo mais evidências de que os Estados Unidos diminuíram sua posição como fonte de demanda para o mundo.
O setor automotivo foi atingido pelo declínio econômico e as importações de veículos e peças em maio caíram para 10,2 bilhões de dólares, menor patamar desde março de 1996, enquanto as exportações de veículos foram as menores desde julho de 1998.
O déficit mensal referente a bens negociados com a China subiu para 17,5 bilhões de dólares, frente a 16,8 bilhões de dólares em abril, e foi o maior apresentado com um único país.
Já o déficit com outros grandes parceiros comerciais declinou: para 2,8 bilhões de dólares com a União Europeia, menor leitura desde março de 1999, e para 1,9 bilhão de dólares com o Japão, menor nível desde fevereiro de 1984.
O custo do petróleo importado ficou em 51,21 dólares o barril em maio, acima dos 46,60 dólares em abril.
O valor das importações da commodity em maio declinou apenas levemente, para 13,4 bilhões de dólares, apesar da baixa acentuada na quantidade do produto importado, para 262 milhões de barris frente a 293 milhões em abril, segundo o Departamento de Comércio.