REUTERS
TÓQUIO - O Banco do Japão sinalizou que pode começar a buscar maneiras de sair em setembro de algumas medidas especiais tomadas para apoiar o financiamento corporativo, diante de sinais de que o pior da recessão ficou para trás.
O BC elevou sua avaliação sobre a economia nesta terça-feira, mas alertou que a perspectiva ainda é incerta com as empresas ainda não convencidas de que a recuperação é sustentável.
Como esperado, o banco central japonês manteve a taxa de juro em 0,1%.
A crise global forçou o Banco do Japão e outros bancos centrais a intervir nos mercados de crédito e interbancário. Agora, o debate é sobre quando os governos deverão deixar esses mercados e cortar os gastos para estimular a economia.
Os mercados estão atentos se o Japão vai estender além de setembro a data final das compras de commercial paper e bônus corporativos de bancos.
Em entrevista a jornalistas, o presidente do BC japonês, Masaaki Shirakawa, disse que a instituição vai examinar cuidadosamente o efeito de cada medida para decidir se prorroga. Ele não deu pistas se as medidas continuarão além de setembro, mas alguns participantes do mercado consideraram significativa a referência à data final.
O banco central disse mais cedo que a perspectiva para a segunda maior economia do mundo depende da demanda final, que segue fraca, forçando as empresas a cortar empregos.
Segundo o BC, a economia começou a parar de piorar e provavelmente mostrará evidências mais claras de estabilidade nos próximos meses - num tom menos pessimista que o adotado em maio.
A autoridade também mostrou-se um pouco mais otimista sobre as condições dos mercados financeiros do Japão, dizendo que elas continuam apertadas, mas mostram sinais de melhora.