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SÃO PAULO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta segunda-feira que o governo trabalha com "fortes indícios" de recuperação econômica no final deste ano e no início de 2010. Pré-candidata do governo à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma evitou estimar números e disse que uma tendência de crescimento é mais importante que o próprio número em si.
- Estimar uma cifra seria ficar fazendo futurologia. Torço para que haja crescimento positivo no final do ano. O que importa é a tendência que ocorrerá a partir daí para o País - disse.
Ao comparar a situação do Brasil com os Estados Unidos, que prevê uma relação dívida-PIB de 60%, o maior nível desde 1950, Dilma disse não ver "nos próximos anos" uma situação de deterioração das contas públicas brasileiras.
- Temos que aproveitar essa conjuntura, que é uma conjuntura muito favorável. E pela primeira vez temos como reduzir os juros com estabilidade. Passamos por um teste de estresse, passamos pela maior crise econômica dos últimos tempos. Mesmo se considerar a crise de 1929, não tinha uma situação tão generalizada. Isso nos permite afirmar que não só temos condições de sair dessa, porque o Brasil não quebrou dessa vez, não recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI), não paralisamos obras e não vamos deixar um esqueleto (...) como no passado - explicou.