Sabrina Lorenzi, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - A construção civil gerou 10,9 mil empregos no Rio de Janeiro de janeiro a abril, um quarto dos postos de trabalho que o setor proporcionou em todo o país. A principal região beneficiada pelo boom do setor foi a capital, com a geração de 6.417 vagas. Os serviços responderam por 6,7 mil novas vagas para os cariocas.
A cidade maravilhosa, entretanto, foi afetado por cortes na indústria e no comércio, apesar do aumento das vendas neste último. As informações fazem parte do Levantamento Mensal do Mercado de Trabalho da Firjan referente a abril, com dados do Ministério do Trabalho.
Construção civil e serviços também geraram vagas no leste do estado, sobretudo em Itaboraí, onde está o maior investimento da história da Petrobras, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Em Friburgo, a indústria de confecção e vestuário liderou o aumento de emprego, que foi de 387 vagas em toda a região centro-norte.
No norte do estado, sobretudo em Campos, a indústria do petróleo e de transformação de cana-de-açúcar favoreceram a região.
Por outro lado, no sul do estado, a crise da siderurgia mundial, com desligamento de alto-fornos por causa da drástica redução das exportações, houve diminuição de mais de 1,9 mil postos de trabalho.
Beleza e doença
A Firjan apurou que a indústria de perfumaria aumentou as vendas em 58% de janeiro a abril. E nos laboratórios farmacêuticos, a produção cresceu 17%. As taxas, entretanto, não refletem a média de produção do estado, que ainda está no vermelho.
A produção industrial no Rio, segundo dados do IBGE, encolheu 3,9% neste ano. Mas a retração é bem menor que no país, onde a queda foi de 14,8%. Na comparação de abril com o mesmo mês do ano passado, houve um recuo maior na indústria fluminense, de 9,5%. Este movimento, segundo Luciana de Sá, economista da Firjan, tem relação com a queda nas exportações, sobretudo na metalurgia, que tem peso de 20% em toda a indústria fluminense.