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NOVA YORK - Os contratos futuros de juros recuaram nesta segunda-feira, em uma sessão de pouco volume transacionado em razão de feriados nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Dados relativos à inflação doméstica corrente e futura e uma redução na previsão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 no Focus corroboraram para o declínio na curva de DI.
No encerramento do pregão regular, às 16h, o contrato de Depósito Interfinanceiro janeiro de 2010 - o mais negociado - projetava taxa de 9,3% ao ano ante 9,33% no fechamento e 9,34% no ajuste anterior.
O contrato para julho de 2009 - que reflete as expectativas para a decisão sobre a Selic de junho - indicava 9,79%, ante 9,81% no ajuste e no fechamento de sexta-feira. O DI janeiro de 2011 estava em 9,82%, frente a 9,88% no ajuste e no fechamento anterior.
O volume de contratos negociados até 16h somava apenas 116.530 ativos. Na sexta-feira, foram negociados 465.450.
A revisão para baixo dos principais índices inflacionários no relatório Focus do Banco Central corroborou para a continuidade da queda dos juros futuros, uma vez que favorecem a percepção de que o BC ainda tem espaço para continuar o alívio monetário.
Segundo um operador, o DI julho de 2009 embutia no preço uma queda de 0,57 ponto da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nos dias 9 e 10 de junho. Atualmente, a taxa básica está em 10,25% ao ano.
O Focus mostrou que a estimativa para o IPCA em 2009 foi mantida em 4,33%, mas a de 2010 caiu a 4,3%. No caso do IGP-DI, a projeção caiu para 1,9% em 2009 e permaneceu em 4,5% em 2010. A previsão para o IGP-M recuou a 1,6% este ano e seguiu em 4,5% para 2010.
O levantamento mostrou manutenção na projeção para a Selic no fim de 2009, em 9%, mas queda na de 2010, de 9,5% para 9,25%. O Focus ainda trouxe uma revisão para baixo na projeção do PIB deste ano, de queda de 0,49% para uma retração de 0,53%.
- Diante da ausência de grande parte dos negócios em Nova York e Londres, os players miraram os dados do Focus e ajustaram as taxas para baixo, principalmente na parte da manhã - observou o economista-chefe da CM Capital Markets, Tony Volpon. Na parte da tarde, de acordo com o profissional, o ritmo nos negócios diminuiu expressivamente.
A desaceleração na segunda prévia do IPC-S, para 0,46%, foi mais um componente favorável à queda dos DIs, embora a melhora da confiança do consumidor apurada pela FGV atue na direção contrária.
Um profissional da área de juros de uma corrretora em São Paulo chamou atenção para o leilão tradicional de títulos do Tesouro Nacional na quinta-feira, como um potencial componente de baixa para as taxas dos DI. De acordo com ele, o Tesouro já colocou no mercado R$ 27,59 bilhões em maio, frente ao volume de R$ 30 bilhões definido para o mês, o que o deixa com pouco volume para ofertar esta semana.
- Nas últimas semanas, verificou-se fluxo de estrangeiro na curva de DI, o que derrubou as taxas, mesmo com dois grandes leilões - citou o profissional, que preferiu não ser identificado.
Para Volpon, da CM Capital Markets, contudo, nada impede que o Tesouro eleve o volume na oferta se julgar oportuno.
- Se houver demanda, em um cenário de juros em queda, ele pode atender isso, mesmo que seja necessário superar o limite definido no cronograma mensal - afirmou.
O cronograma do Tesouro prevê oferta de LTN a vencer em 01/10/2009 e 01/01/2011 e NTN-F para 01/01/2013 e 01/01/2017 na próxima quinta-feira, além de LFT com vencimento em 07/03/2013 e 07/03/2015.