Valéria Serpa Leite, JB Online
SÃO PAULO - Conhecida no Brasil pela administração de benefícios a trabalhadores, a Sodexo quer fortalecer a presença no segmento de bases remotas locais que, além de afastados dos grandes centros, se caracterizam pela dificuldade de acesso. O nicho, no qual a empresa atua no país há cinco anos, representa atualmente cerca de 15% dos negócios da empresa, o que significa um faturamento de R$ 95 milhões no ano fiscal 2008/2009 (que se encerra em agosto). A meta é elevar a participação para 17%, somando um faturamento de R$ 120 milhões no próximo ano fiscal.
A incumbência de tornar o segmento um negócio independente dentro da Sodexo Brasil foi dado a Stephane Champagne, diretor de Áreas Remotas da Sodexo no Brasil.
Até então a atividade era dividida entre várias diretorias da empresa afirma o executivo, um francês com 15 anos de atuação no mercado de bases remotas e que está no Brasil desde setembro do ano passado. Além disso, tenho a missão de formar alguém para tocar o segmento em um prazo de cinco a seis anos.
O Brasil, na avaliação de Champagne, é o melhor mercado para bases remotas na América Latina. A vantagem, diz, vem de setores como mineração e dos negócios que envolvem a cadeia de petróleo.
O país tem potencial de crescimento grande nos dois afirma.
Dependência
A empresa conta hoje com quatro equipes já organizadas para operar bases remotas: Pará, Minas Gerais, Sul e Nordeste. Além da mineração, papel e celulose, petróleo e refinarias, as construções de grandes obras, como hidrelétricas e portos, também são considerados nichos do segmento.
Atualmente com cerca de 30 contratos no segmento, a Sodexo Brasil tem como um dos desafios aumentar o portfólio de clientes. A carteira conta hoje com companhias como o Grupo Suzano, mas está muito dependente de dois clientes principais: a Petrobras e a mineradora Vale.