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MPF pede paralisação de obras do Comperj

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SÃO PAULO, 13 de maio de 2009 - O Ministério Público Federal (MPF) entrou hoje com recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) pedindo a paralisação imediata das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras, no município de Itaboraí, na região metropolitana.

De acordo com o MPF, há irregularidades no licenciamento ambiental da obra. O recurso do ministério ainda alega que o licenciamento, feito pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), deveria ter sido de responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), segundo o MPF.

Para o procurador da República, Lauro Coelho Júnior, autor do recurso, são três os aspectos irregulares do processo: Fracionamento da avaliação dos impactos ambientais, inexistência de avaliação ambiental integrada e concessão apressada da licença de instalação.

"O licenciamento apresentou algumas falhas. No entender do MPF, a competência é do Ibama, em razão da abrangência dos impactos. Também o fracionamento dos impactos prejudica a avaliação segura e a concessão da licença de instalação feita de forma muito apressada, dois dias apenas depois da licença prévia", listou o procurador.

O Comperj está recebendo investimentos de US$ 8,5 bilhões, com objetivo de processar 150 mil barris diários de petróleo pesado extraído da Bacia de Campos, na produção de matéria-prima para o setor petroquímico, a partir de 2012.

O polo, segundo a Petrobras, modificará a estrutura da petroquímica brasileira e reduzirá a dependência do setor externo por insumos básicos. Em sua primeira fase, serão produzidos apenas os itens de primeira geração (óleo diesel, eteno, propeno, benzeno, paraxileno e butadieno). Na segunda fase, entrarão os produtos de segunda geração, como o polietileno, polipropileno, PET, PTA, etilenoglicol e estireno, em sua maioria produtos voltados para a indústria do setor de plásticos.

O procurador da República ressaltou que o objetivo não é prejudicar a construção do Comperj, mas apenas garantir a proteção ao meio ambiente. "De forma alguma o Ministério Público é contra a implantação do Comperj. O que se busca é justamente que o impacto ambiental seja avaliado de maneira adequada e que sejam os menores possíveis", disse Coelho Júnior.

A Petrobras foi procurada, por meio de sua assessoria, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)