Europa: bolsas caem por setores financeiro e de mineração

REUTERS

LONDRES - As bolsas de valores da Europa operavam em baixa nesta quarta-feira com as ações dos setores financeiro e de mineração em forte desvalorização e futuros de bolsas dos Estados Unidos apontando abertura em queda. Às 9h (horário de Brasília), o índice Eurofirst 300, referência das principais bolsas europeias, retrocedia 1,55%, para 839 pontos, tendo alcançado 857 pontos no início da sessão.

- Nós não podemos esperar que as coisas continuem na mesma direção.... Os resultados ainda estão apontando para lados diferentes e as ações do setor financeiro ainda não parecem ótimas- disse David Buik, sócio do BGC Partners.

Os bancos registravam as maiores perdas dentro do indicador. O grupo holandês ING desabava 11,5% após ter registrado um prejuízo líquido muito maior que o esperado, pressionado por uma fraqueza acentuada nos negócios de seguros.

O Royal Bank of Scotland despencava 9% depois que o presidente-executivo afirmou que o banco enfrenta ventos contrários ao avanço da margem. A ação do UBS afundava 8,5% depois que o membro do conselho do Swiss National Bank, Thomas Jordan, disse que quer que a instituição seja menor no futuro.

Entretanto, o grupo belga Dexia subia 1,6% após divulgar lucro no primeiro trimestre acima do esperado devido a controle de custos. A seguradora Allianz recuava 6,45% depois de informar lucro líquido baixo no primeiro trimestre, mas os resultados operacionais nos negócios de seguros caíram em cerca de um terço atingidos por novas baixas contábeis.

As mineradoras também declinavam. A Rio Tinto caía 8,8% em meio à crescente especulação de que a mineradora global deve emitir dívida em vez de vender US$ 19,5 bilhões em ações e ativos ao grupo chinês de alumínio Chinalco.

O Banco da Inglaterra divulgou relatório trimestral de inflação, no qual prevê que a economia terá queda acentuada nos próximos meses antes de se recuperar em ritmo mais lento que o previsto.

- Me parece injetar um pouco de cautela no meio dos rumores de sinais de recuperação- afirmou Jonathan Loynes, economista-chefe do Capital Economics, no Reino Unido.

As farmacêuticas se fortaleciam com investidores atraídos pela segurança de ações defensivas. Os papéis do setor de energia também tinham bom desempenho, ancorado pela alta dos preços do petróleo.