ANP nega ampliar prazo exploratório a cinco blocos no pré-sal

REUTERS

RIO DE JANEIRO - A diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) negou pedido de prorrogação por quatro anos do prazo exploratório dos blocos BM-S-8, BM-S-9, BM-S-10, BM-S-11 e BM-S-21, no pré-sal da bacia de Santos, informou a autarquia nesta quarta-feira.

De acordo com a decisão da diretoria, tomada de forma unânime em reunião realizada na terça-feira, o bloco BM-S-8 teve extensão de prazo apenas para "atividades contingentes", até 2012.

De acordo com a decisão da diretoria, em reunião realizada na terça-feira, o bloco BM-S-8 (Bem-Te-Vi) teve extensão de prazo apenas para "atividades contingentes", até 2012, com as "atividades firmes" mantidas para 2010.

O pedido de extensão do prazo havia sido feito pela Petrobras e parceiros no final do ano passado por conta de perspectivas de atraso no recebimento de equipamentos para explorar a região.

A ANP resolveu também suspender o curso do prazo para o BM-ES-29, na bacia do Espírito Santo, "até a manifestação final sobre o licenciamento ambiental, quando será feito o cálculo de dias a repor", explicou a assessoria da ANP. O BM-ES-29 é operado pela Repsol e foi adquirido na 7ª rodada da ANP.

Carioca e Guará pertencem à Petrobras, operadora com 45%, seguida de BG com 30% e Repsol-YPF com 25%. Parati é da Petrobras, operadora com 65%, seguida de BG com 25% e Partex, com 10%; Tupi e Iara pertencem à Petrobras, com 65%, BG Group com 25% e Galp, com 10%; e Caramba é dividido em 80% da Petrobras e 20% Galp.

A ANP não divulgou mais detalhes sobre a decisão, tampouco os motivos para a não prorrogação dos prazos.

A Petrobras informou que não havia ninguém imediatamente disponível para comentar o assunto. A estatal brasileira possui um ousado plano de investimentos, que alguns analistas consideram exagerado, e está buscando financiamento com vários agentes no mercado para manter todos os projetos em curso.