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Lucro líquido da Telefônica cai para R$482,6 mi no 1o trimestre

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REUTERS

SÃO PAULO - O lucro líquido da Telesp, concessionária do grupo Telefónica no Brasil, alcançou R$ 482,6 milhões no primeiro trimestre, um recuo de 1,2% sobre igual período do ano passado, quando os ganhos foram de R$ 488,7 milhões.

A receita líquida da operadora, que atua na telefonia fixa, banda larga e TV paga, subiu 2,5%, para R$ 3,96 bilhões sobre o mesmo trimestre de 2008, segundo o balanço divulgado nesta terça-feira.

Segundo o demonstrativo, o reajuste tarifário de 3,01% e o crescimento dos serviços de TV paga compensaram a queda nas receitas tradicionais da empresa, como telefonia fixa local e telefonia pública.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, da sigla em inglês) caiu para R$ 1,488 bilhão, retração de 2,8% sobre o resultado do primeiro trimestre do ano passado.

Com isso, a margem Ebitda da companhia também sofreu queda, de 2,1 pontos percentuais, na comparação com um ano antes, atingindo 37,6% das receitas.

De acordo com o balanço, a queda no Ebitda reflete o crescimento da atuação da Telefônica em segmentos com margens menores, como TV paga e banda larga, diante da redução do segmento de telefonia fixa.

O número de clientes de banda larga da operadora, que incluem tanto os assinantes do serviço Speedy como os do serviço Ajato (da TVA, da qual a Telefônica é acionista), atingiu 2,65 milhões de usuários, uma alta de 22,7% sobre igual trimestre de 2008.

A empresa fechou o trimestre com 502,4 mil clientes de TV paga, com salto de 78,4% sobre os três primeiros meses do ano passado.

Já o número de linhas de telefonia fixa em serviço teve uma queda de 2,9 por cento, para 11,58 milhões de assinantes.

Apesar da receita ter subido 2,5%, os gastos operacionais da Telefônica tiveram alta de 6%, para R$ 2,47 bilhões, na comparação com o mesmo trimestre de 2008. O aumento nos gastos ocorreu apesar das quedas nas linhas de despesas com pessoal (queda de 18%) e de materiais (recuo de 20,8%).

A dívida total da companhia ao final de março era de R$ 3,47 bilhões, dos quais a maior parte - R$ 3,21 bilhões - vence no longo prazo. Em março de 2008, a dívida era de r$ 2,82 bilhões.