Cenário corporativo dita rumo nos negócios

SÃO PAULO, 12 de maio de 2009 - Sem a divulgação de grandes indicadores, tanto no cenário externo quanto no interno, os investidores deverão repercutir resultados trimestrais e dados econômicos ao longo do dia. Há pouco, o índice acionário da BM&FBovespa, com vencimento em junho, sinalizava expansão de 0,93%, aos 52.010 pontos.

Ontem, a Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou lucro líquido de R$ 5,816 bilhões no primeiro trimestre de 2009, mostrando uma redução de 20% na comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com a empresa, o resultado reflete a redução no preço das commodities e a retração da demanda por derivados no mercado interno.

Nos Estados Unidos, os grandes jornais norte-americanos afirmaram que o Bank of America teria levantado aproximadamente US$ 7,3 bilhões com a venda de ações do banco chinês Construction Bank. O BofA, que precisa captar US$ 34 bilhões nos próximos seis meses.

Os investidores acompanham também os dados da balança comercial dos Estados Unidos, que registrou déficit de US$ 27,6 bilhões em março. Para hoje está previsto somente o resultado do orçamento do Tesouro, cuja divulgação será as 15 horas, horário de Brasília.

Na sessão de ontem, nas principais bolsas mundiais, inclusive a brasileira, os investidores desfizeram suas posições. As ações do setor bancário também influenciaram o desempenho. Ao final dos negócios, o índice acionário da BM&FBovespa marcou desvalorização de 0,82%, aos 50.976 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,12 bilhões.

Na Ásia, as principais bolsas da região encerraram a sessão sem tendência definida, com os investidores avaliando os exageros no mercado acionário. O índice nikkei da bolsa de tóquio fechou com desvalorização de 1,62%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 0,8%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,4% e, na China, o índice Xangai Composto registrou valorização de 1,5%.

(Redação - InvestNews)