Copom faz terceira reunião do ano e deve reduzir juros

Agência Brasil

BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia hoje a terceira reunião do ano para avaliar os rumos da taxa básica de juros da economia, a Selic, que remunera os títulos públicos depositados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

A taxa de juros, que está em 11,25% ao ano desde o dia 11 de março, pode baixar pelo menos mais 1 ponto percentual, para 10,25%, de acordo com projeção do boletim Focus, do Banco Central, que ouve semanalmente analistas e instituições financeiras.

Para o presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Abram Szajman, a queda da Selic é condição essencial para o equilíbrio da dívida pública. Ele diz que, além disso, o Copom deve se preocupar em alinhar a política monetária com a fiscal para assegurar investimentos em meio à crise financeira . Szajman defende uma redução mais vigorosa da Selic, de modo a chegar ao final do ano em 8%. O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo BC, estima a taxa no período em 9,25%.

O presidente da Fecomércio destaca que 'quanto maior for a queda dos juros, menor a necessidade de superávit primário' - a economia que União, estados, municípios e empresas estatais são obrigados a fazer para pagar os juros da dívida, que chegou a R$ 1,398 trilhão em março.

O gestor de Renda Fixa da Global Equity, Octavio Vaz, afirma que inflação controlada e nível de atividade mais baixa devem pesar para a redução de 1 a 1,5 ponto percentual, o que só será anunciado amanhã à noite, depois do fechamento dos mercados.

Ele lembra que apesar de alguns sinais de melhora dos indicadores econômicos e da boa recuperação das bolsas, a situação ainda requer cautela . Para o gestor, a crise não está totalmente solucionada. - Ainda existem dúvidas em relação à saúde financeira dos principais bancos e seguradoras americanas e isso faz com que muitos investidores ainda se sintam inseguros para voltar ao mercado - explica.