"Claro que esse montante não é exato, já que representa um valor implícito destes plásticos. Mas eles devem ser levados em consideração já que os cartões de serviço devem representar um total de 1 bilhão de plásticos na mão dos brasileiros ao final de 2009", ressaltou Dib. Ele completa que considerando ambas as modalidades de cartões, o volume transacionado, ao final de 2009, será de cerca de R$ 1 trilhão, ou 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
De acordo com ele, a edição deste ano da CARDS vai destacar a aplicação de tecnologia e tendências de uso dos meios eletrônicos de transações. No que diz respeito à tecnologia, os cartões com chip e contact less (cartão sem contato) ainda estão no topo das discussões.
"Essa tendência custou a chegar no Brasil, principalmente por questões de segurança, custos e de difícil implementação. Atualmente, alguns bancos como Bradesco e Banco do Brasil, já estão migrando sua base de cartões para plásticos com chip", disse Dib. "Ainda assim, acredito que os bancos não estejam desenvolvendo produtos em cima dessa tecnologia. O chip tem capacidade de processamento e hoje é usado apenas para verificação de senha", completou.
O primeiro segmento a utilizar de maneira maciça os cartões com chip foi a bilhetagem eletrônica de transporte público, também sendo um cartão contact less. Atualmente existe cerca de 60 milhões de plásticos com essa função. Esse cartão está sendo usado de forma mais completa já que pode diferenciar o tempo de uso e o tipo de usuário. "Outro segmento que alavancou os cartões com chip foi a tecnologia GSM, para telefonia móvel, já que barateou a fabricação", explicou o presidente da Dib & Associados.
Já quanto à tendências de uso dos meios eletrônicos de transações o assunto em discussão são as carteiras de identidade digital. O projeto RIC (Registro Único), como é denominado, permitirá a emissão de um documento de identidade, com cadastro único, que pode ser consultado em uma base central de impressões digitais. A nova carteira será emitida em formato cartão, com alta tecnologia, e deverá ser uma realidade em todos os estados brasileiros até 2017.
O projeto, a cargo do governo federal, foi elaborado em conjunto com o Ministério da Justiça, com o apoio da Polícia Federal e dos institutos de identificação estaduais. De autoria de Pedro Simon (PMDB), a lei nº 9454, de 1997, foi aprovada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, mas o prazo para sua regulamentação venceu em 2002. O presidente Lula comprometeu-se a a revogar o artigo da lei que estabelecia o prazo e, com isso, a matéria poderá ser regulamentada e aprovada ainda em seu governo.
(Vanessa Correia - InvestNews)