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SÃO PAULO - As empresas brasileiras estão melhor posicionadas para lidar com o declínio global que as mexicanas, que estão se debatendo em meio a uma moeda local enfraquecida e a recessão dos Estados Unidos, disseram analistas do ING nesta segunda-feira.
O Brasil tem sido menos impactado pela crise financeira global e atua como "um tipo de local seguro para os investidores", afirmou o analista do ING Diego Torres em relatório de pesquisa.
As companhias de setores tidos como defensivos, tais como serviços públicos e companhias de mídia e telecomunicações, vão continuar a proporcionar lucros firmes, de acordo com o relatório.
Entre as companhias citadas pelo ING está a prestadora de serviços de eletricidade Cesp, a unidade brasileira da companhia colombiana ISA e o conglomerado de mídia Globo.
De acordo com a economista do ING Zeina Latif, o Brasil provavelmente entrou em recessão no primeiro trimestre. Mas Latif ressaltou que ela terá curta duração, à medida que o consumo e a produção industrial estão se recuperando.
As companhias mexicanas, por outro lado, vão continuar a enfrentar o aperto comercial com a economia americana, atingida pela recessão e o aumento do desemprego, segundo o ING.
- A sensibilidade mais forte da economia mexicana aos EUA não só terá um impacto negativo no setor exportador, mas também atingirá a demanda doméstica, à medida que o desemprego e as remessas de valores mais baixas comprometem o consumo- informou o relatório.
Desde o início do ano, o Ibovespa acumula alta de perto de 20%, frente ao declínio de 6% do índice da bolsa do México no mesmo período.