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Reajuste dos combustíveis sairá em 3 ou 4 meses, diz Lobão

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Portal Terra

SÃO PAULO - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou nesta quinta-feira que a eventual redução nos preços dos combustíveis deverá ocorrer em um prazo de três a quatro meses, ainda que um movimento de caminhoneiros pressione para uma diminuição imediata nos preços cobrados pelo óleo diesel.

- Compreendemos a situação dos caminhoneiros, mas seguramente eles também compreendem que, quando o barril do petróleo se elevou tanto, eles não foram afetados por nada disso. Ao contrário. Quando ocorre uma elevação do preço do petróleo nos Estados Unidos, o preço vai imediatamente para o preço do combustível. Quando reduz, reduz o preço do combustível. Aqui no Brasil não fazemos isso - declarou o ministro após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Temos esse grupo de trabalho (dentro do Ministério) estudando. (Ele) está trabalhando junto à equipe do Ministério da Fazenda e do Ministério de Minas e Energia, buscando uma solução o mais depressa possível. Nós imaginamos que dificilmente isso (reajuste) deverá acontecer antes de três ou quatro meses - disse.

Segundo Lobão, o governo quer reduzir os preços o mais rápido possível, mas sem prejudicar a Petrobras.

- O desejo do governo é que o mais depressa possível possa a Petrobras fazer essa rearrumação dos preços, mas também não podemos nos precipitar ao ponto de prejudicar fortemente a Petrobras. (Estamos há) Anos sem fazer qualquer alteração nos preços dos combustíveis. Portanto isso tem que ser levado em consideração e não podemos também destruir a saúde financeira da Petrobras - destacou.

Na avaliação do ministro, a idéia é que a Petrobras não arque com os prejuízos da futura queda de preços dos combustíveis, em especial do diesel. De acordo com ele, o governo também trabalha com a hipótese de redução da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o combustível, embora ainda não haja decisão sobre o assunto.

- O Ministério da Fazenda está discutindo se sai da Cide ou se sai da margem de lucro da Petrobras. Preferimos que a Petrobras seja preservada - declarou.