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Aprofundamento da recessão eleva nervosismo nas bolsas da Ásia

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SÃO PAULO, 16 de fevereiro de 2009 - O aprofundamento da recessão nos países desenvolvidos elevou o nervosismo nos pregões da Ásia, que fecharam em queda nesta segunda-feira. Após a série de dados econômicos negativos na Europa, que mostraram contração nas economias da região, hoje foi a vez do Japão.

A maior economia da Ásia e segunda maior do mundo teve um crescimento negativo de 12,7% no Produto Interno Bruto (PIB) do quatro trimestre de 2008. É a pior retração desde 1974. Para piorar, o governo nipônico divulgou os dados revisados da produção industrial, que atingiu um novo recorde ao registrar queda de 9,8% em dezembro.

O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,37%, para 7.750,17 pontos. Apesar da valorização do dólar frente ao iene, a moeda européia perdeu terreno ante à divisa nipônica e fechou o dia negociada a 116,92 ienes, contra 117,88 ienes do dia anterior.

O destaque na sessão ficou para as ações da montadora Toyota, que recuaram 0,66% após a companhia informar que vai cortar em 54% a produção doméstica, referente ao primeiro trimestre deste ano, principalmente por conta da queda na demanda interna e externa.

O índice MSCI Ásia-Pacífico, que mede as bolsas da região com exceção do Japão, sofreu baixa de 1,96% durante a madrugada. As atenções dos investidores do continente também estiveram centradas na reunião dos ministros de Economia do Grupo dos Sete (G7, as sete nações mais ricas do mundo), realizada no último sábado em Roma.

O encontro terminou com um apelo da Presidência italiana à necessidade de eliminar as falhas no sistema bancário internacional, através da criação de um novo modelo legal partilhado por todos os países que impeça uma crise econômica como a atual.

Entre os demais mercados da região, o índice Kospi de Seul recuou 1,44%, para 1.175,47 pontos. Em Hong Kong, o referencial Hang Seng perdeu 0,73%, para 13.455,88 pontos. Taiwan, Austrália, Nova Zelândia, Cingapura, Malásia e Filipinas também fecharam no vermelho.

Na Índia, a iniciativa do ministro das Finanças, Pranab Mukherjee, de aumentar os gastos públicos para combater os efeitos da crise econômica global não foram suficientes para animar os investidores. Há instantes, o índice BSE Sensex 30 da Bolsa de Valores de Mumbai operava em baixa de 3,42%, aos 9.305,45 pontos.

Na China, o índice Xangai Composto terminou o pregão com alta de 2,96%, aos 2.389,39 pontos. O otimismo no pregão foi impulsionado pelas declarações do vice-governador do banco central chinês, Yi Gang. Ele anunciou hoje que uma taxa básica de juros próxima a zero não é uma boa opção para a economia local. "Os bancos não poderiam sobreviver diante de um juro baixo", afirmou.

(Marcel Salim - InvestNews)