Geithner disse acreditar que o plano irá ajudar a retomar o fluxo de crédito, sanear e fortalecer os bancos, além de prover ajuda para os proprietários de imóveis e pequenos negócios. No entanto, admitiu que a estratégia irá custar dinheiro, envolve riscos e levará tempo. "O custo de um colapso de nosso sistema financeiro seria incalculável para famílias, negócios e para nosso país", alertou Geithner.
Segundo consta, a ajuda em conjunta do Tesouro, Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e setor privado dos EUA, pode chegar a US$ 1,5 trilhão. Deste total, US$ 500 bilhões serão destinados a uma espécie de fundo de investimento público-privado para retirar ativos podres dos bancos em dificuldade e US$ 1 trilhão será oferecido ao mercado na forma de novos empréstimos.
Para o gerente financeiro da Hencorp Commcor, Rodrigo Bautista, o pacote não é suficiente para estancar a hemorragia do mercado. ´Esperamos novas atitudes do governo. Até lá, a cautela e a precaução prevalecem nos mercados´, alerta.
O anúncio do Tesouro veio no mesmo dia em que o Senado dos EUA aprovou o pacote de US$ 838 bilhões para estimular à economia e retirar o país da pior crise desde a Grande Depressão. O projeto inclui cortes de impostos e investimentos públicos em infra-estrutura e agora deve ser modificado em reuniões entre membros do Senado e da Câmara dos Representantes - que aprovou a proposta anteriormente, mas em uma versão diferente da submetida à votação pelos senadores - antes de seguir para sanção presidencial.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)