Economista do Banco Mundial pede novo Plano Marshall

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REUTERS - Argumentando que a recessão global será prolongada a menos que todos os países adotem uma ação coordenada, o economista-chefe do Banco Mundial propôs nesta segunda-feira um fundo de US$ 2 trilhões para estimular o desenvolvimento e o crescimento dos países pobres.

Justin Yifu Lin, um vice-presidente sênior do banco, disse que seu plano é "um fundo de recuperação global no espírito do Plano Marshall" e que acredita que ele será debatido na cúpula do G20 em abril.

Escapar de uma recessão global prolongada depende de "superarmos o protecionismo" e "termos a sabedoria de adotar algum tipo de estímulo fiscal decisivo, grande o suficiente e coordenado entre os países desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento", acrescentou ele.

Lin afirmou que os países ricos, liderados pelos Estados Unidos e pela Europa, e as nações com amplos superávits financeiros, como a China, poderiam se comprometer com 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) - US$ 400 bilhões por ano - por cinco anos para o fundo de US$ 2 trilhões para as nações em desenvolvimento.

No curto prazo, os empréstimos impulsionariam a demanda e contrabalançariam o fraco consumo, enquanto no longo prazo removeriam os gargalos de infraestrutura no mundo em desenvolvimento, segundo ele.

- Se conseguirmos trabalhar juntos, teremos a oportunidade de sair da crise em um período mais curto - disse.

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