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Ibovespa sobe 0,49% com melhora externa e Vale

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SÃO PAULO, 27 de janeiro de 2009 - Depois de oscilar bastante durante a primeira etapa dos negócios, o índice acionário da BM&FBovespa acabou firmando tendência positiva nesta tarde, impulsionada, principalmente, pela melhora externa e valorização dos papéis da Vale do Rio Doce. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira marcou alta de 0,49%, aos 38.698 pontos - terceira consecutiva. O giro financeiro somou R$ 3,18 bilhões.

As ações preferenciais série A e ordinárias da mineradora brasileira marcaram alta de 3,23% e 4,48%, respectivamente. "As ações ainda repercutem a notícia de que a companhia paga cerca de US$ 2,5 bilhões aos seus acionistas. Além disso, acredita-se em uma recuperação dos preços das commodities com uma maior demanda pela China", afirmou um operador que preferiu não se identificar.

As ações da Petrobras também mereceram destaques nesta sessão. Mesmo com a queda de mais de 4% do preço do petróleo no mercado internacional, as ações da estatal petrolífera subiram cerca de 0,5%, refletindo a descoberta de uma "espessa coluna de gás em reservatórios acima da camada de sal", no poço 6-BRSA-661-SPS (6-SPS-53), localizado em águas rasas da parte sul da Bacia de Santos, no estado de São Paulo.

"O Consórcio [formado pela Petrobras (63% - Operadora) e Repsol (37%)] dará continuidade às atividades exploratórias através da realização de testes de formação a serem realizados nos intervalos de gás já constatados, quando então será possível declarar a comercialidade desta jazida", apontou o comunicado enviado ao mercado na noite de ontem.

Tanto interna, quanto externamente, as bolsas de valores resistiram a divulgação de indicadores econômicos norte-americanos. No início desta tarde, o Conference Board anunciou que divulgou que os consumidores norte-americanos continuam céticos quanto ao futuro da economia. O índice passou de 38,6 pontos em dezembro (dado revisado), para 37,7 pontos este mês.

"Os indicadores econômicos continuam apontando para uma recessão mais profunda do que o imaginado anteriormente. Além disso, a temporada de resultados nos EUA continua trazendo grandes reduções de lucros e alguns prejuízos no último trimestre. Assim, as empresas devem continuar em processo de férias coletivas e demissões. Tudo isso garante que os mercados permaneçam voláteis, até que se tenha uma melhor dimensão do impacto da crise de crédito na economia real", afirma Octavio Vaz, gestor de renda fixa da Global Equity.

(Vanessa Correia - InvestNews)