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Protestos contra a política econômica de Calderón

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Agência ANSA

ANSA - Sindicalistas e camponeses, apoiados por organizações sociais, iniciaram nesta segunda-feira no México uma jornada de manifestações contra a política econômica do presidente Felipe Calderón, com mobilizações por todo o país e atos nas sedes das secretarias de Agricultura.

Os protestos são liderados pela Confederação Nacional Camponesa (CNC), vinculada ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México ininterruptamente entre 1930 e 2000. A organização convocou uma passeata na Cidade do México para sexta-feira.

O presidente da CNC, Cruz López, informou que a jornada de protestos começou no sudeste do país, com ações em frente às representações estaduais do Ministério da Agricultura. Nos próximos dois dias, as manifestações se espalharão pelo país.

A Aliança de Classes, integrada por organizações sindicais, sociais e camponesas, exige uma "mudança no rumo econômico do país", afirmou López. Também devem se juntar às passeatas agremiações indígenas e de pescadores, que estão em greve contra o aumento do preço do diesel.

Os manifestantes exigem que o governo congele o preço do combustível, incentive programas de apoio direto ao campo, estabeleça preços de garantia para os cultivos de milho, trigo, feijão e algodão e reveja as regras para programas do setor agropecuário.

Além disso, pedem a revisão do capítulo de agropecuária do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, cujos membros são Estados Unidos, México e Canadá) e a criação de uma reserva estratégica de alimentos.

Cruz López defendeu que os problemas econômicos do México "não podem ser resolvidos com medidas conjunturais e de curto alcance".

O dirigente acusou o governo de Calderón de "não mostrar vontade política" para resolver os problemas mais urgentes e discutir as reivindicações do setor.