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Mercado repercute resultados corporativos

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SÃO PAULO, 26 de janeiro de 2009 - Apesar da agenda de indicadores econômicos centrar as atenções dos investidores nesta semana, a segunda-feira começa com uma maior aversão ao risco, em função da divulgação de resultados corporativos trimestrais de empresas. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em fevereiro registrava valorização de 1,04%, aos 38.7000 pontos, nas negociações futuras da BM&FBovespa.

Nesta manhã, o holandês ING anunciou que demitirá 7 mil funcionários em todo o mundo em 2009, como parte de um plano de corte de gastos de ? 1 bilhão. No mesmo comunicado, o grupo financeiro anunciou que registrou prejuízo líquido de ? 1 bilhão (cerca de US$ 1,29 bilhão) em 2008, além da saída de seu diretor executivo, Michel Tilmant.

Já a Royal Philips Electronics NV, maior fabricante de produtos eletrônicos da Europa, reportou prejuízo líquido de ? 1,47 bilhão (cerca de US$ 1,9 bilhão) no quarto trimestre de 2008, ante lucro líquido de ? 1,39 bilhão registrado em igual período do ano anterior. Esta é a primeira perda trimestral da companhia desde o período janeiro-março de 2003.

Ainda no âmbito da crise, a companhia norte-americana de refinanciamento hipotecário Freddie Mac, que em setembro foi colocada sob tutela do poder público, planeja pedir entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões adicionais ao Tesouro, com o objetivo de sanar totalmente suas dívidas.

"Fortes movimentos de volatilidade ainda são observados nas bolsas de valores decorrente do fluxo de notícias negativas que continua sendo divulgado sobre as economias dos EUA e Europa e resultados corporativos refletindo o fraco desempenho de grande parte das empresas no quarto trimestre de 2008", segundo relatório da SLW Corretora.

Quanto à agenda de indicadores econômicos, estão previstas as divulgações da atividade industrial do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, (Nos Estados Unidos, o Escritório do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) de Chicago, vendas de imóveis usados e indicadores antecedentes, todos referentes a dezembro.

Por aqui, os investidores devem repercutir a divulgação do Plano de Negócio 2009-2013 da Petrobras. A empresa estima investir US$ 174,4 bilhões, cerca de US$ 62 bihões a mais do que o valor previsto no plano anterior, US$ 112,4 bilhões. A maior parte dos investimentos destina-se à área de Exploração e Produção, US$ 104,6 bilhões; seguida pelo Abastecimento com US$ 43,4 bilhões; Gás e Energia US$ 11,8 bilhões; Petroquímica US$ 5,6 bilhões; Distribuição US$ 3 bilhões; Corporativo US$ 3,2 bilhões e Biocombustíveis US$ 2,8 bilhões. Só este ano serão investidos US$ 28,6 bilhões.

(Vanessa Correia - InvestNews)