Neste começo de mês, o Sensor subiu de 35,1 pontos para 43,5. Sendo que as perspectivas para Mercado saíram de 35,7 para 45,8. As vendas aumentaram de 33,9 para 45,3, Estoque saiu de 25,3 para 38,4, Emprego saltou de 38,7 para 44 e Investimentos avançou de 42 para 44,2 pontos. Qualquer índice abaixo de 50 pontos é considerado ruim; 50 é satisfatório; e acima de 50 pontos é bom.
A sondagem também avaliou o acesso ao crédito. A percepção de que as condições para se obter financiamento ficaram mais difíceis diminuiu. Para 41% dos entrevistados está mais difícil conseguir empréstimo, na quinzena anterior o percentual era 57%. No entanto, para 23% dos consultados está muito mais difícil o acesso ao crédito, na quinzena anterior o percentual era 21%. Já o nível de industriais que considera igual aumentou de 21% para 36%. Os itens mais fácil e muito mais fácil não tiveram percentual suficiente.
Com relação ao custo do crédito, menos pessoas julgam que o preço do financiamento aumento (57% para 45% acham mais caro), os que avaliam um crédito está muito mais caro 18%, contra 36% no Sensor anterior. A quantidade que considera igual subiu de 7% para 36%. Mais barato ou muito mais barato não tiveram percentual necessário.
Para Francini, a visão futura dos empresários está "no fato de estarmos vivenciando uma situação inusitada, que dificulta as ações do governo". "Não se sabia qual a extensão nem o tempo que iria durar a crise, entretanto, é obvio que o governo agiu tardiamente aumentando a falta de confiança. As medidas terão capacidade de atenuar os efeitos da crise, mas não de acabar com ela", disse.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)