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Crise global derruba governo da Islândia

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REUTERS

REYKJAVÍK - A coalizão governista da Islândia entrou em colapso nesta segunda-feira, sob pressão do derretimento econômico local. É o primeiro governo do mundo a cair como conseqüência direta da crise global. O primeiro-ministro, Geir Haarde, prometeu entregar sua renúncia ao presidente Olafur Ragnar Grimsson.

O clima político é instável, com os partidos organizando, às pressas, novas configurações para uma nova coalizão. A chanceler Ingibjorg Gisladottir, líder social democrata que era considerada uma potencial substituta de Haarde, afirma que não vai disputar o cargo. Além disso, anunciou licença de um ou dois meses.

Gisladottir estava na Suécia, na semana passada, para se submeter a um tratamento de tumor no cérebro.

A crise financeira global atingiu a Islândia em cheio em outubro, pondo fim, em dias, a uma década de prosperidade. A moeda e o sistema financeiro ruíram.

O governo de Haarde, uma coalizão entre o Partido da Independência e a Aliança Social Democrata Social, vem enfrentando protestos de rua muitos deles violentos - desde então.

O premier disse ainda ter esperança de que alguém de seu partido seja capaz de formar um governo de união nacional. No entanto, analistas acham que a opinião pública vai exigir mudança.

- Não foi uma surpresa. E, pelo menos, é o fim da dor política. Veria a queda do governo como uma boa notícia disse Lars Christensen, pesquisador-chefe de mercados emergentes do Danske Bank. Obviamente é provável que a esquerda vá bem nas eleições.

A Constituição islandesa manda que o presidente encontre um novo governo com "suficiente respaldo parlamentar".