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Crise frustra geração de empregos

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SÃO PAULO, 26 de janeiro de 2009 - A expectativa de que 2008 terminaria com um saldo positivo de vagas terminou sendo frustrada pelos efeitos da crise financeira internacional. A avaliação é do diretor do Departamento de Economia (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. "Havia uma previsão acabar o ano passado com 2% mais vagas, entretanto, a crise acabou frustrando nossa expectativa. Apesar disso, a indústria paulista foi a menos afetada devido a sua diversificação", disse.

Segundo ele, tudo que foi criado de janeiro a setembro, acabou sendo cancelado pelas demissões que ocorreram entre outubro e dezembro. Para o economista, a principal característica da crise atual é a extrema velocidade e violência com que seus efeitos se estabeleceram. "A perda do nível de emprego não era esperada. Acredito que por nenhum agente. Em três meses nós tivemos a capacidade de perder tudo que foi conseguido ao longo do ano, fazendo com que 2008 terminasse em território negativo como não ocorria há anos", disse.

No acumulado de 2008 foram encerradas 7 mil vagas, uma queda de 0,33% em relação ao ano anterior. Dos 21 setores consultados, 11 tiveram contribuição negativa para o resultado, 9 apresentaram desempenho positivo e 1 teve nível de emprego estável.

Francini destaca que, embora dezembro tenha tradicionalmente uma queda no nível de emprego, o último mês de 2008 se configurou o pior em cinco anos, perdendo apenas para igual mês de 2007. Em dezembro, foram fechadas 130 mil vagas - uma queda de 5,64% sem ajuste sazonal, contra retração de 3,3% apurada em 2007. Com ajuste, a taxa cai para 2,72%.

(Vanessa Stecanella - InvestNews)