ASSINE
search button

Ásia registra recuperação, mas cautela prevalece

Compartilhar
SÃO PAULO, 14 de janeiro de 2009 - Embora persistam os temores relacionados à temporada de divulgação de balanços corporativos, que podem vir piores que o esperado pelo mercado, as bolsas da Ásia registraram recuperação nesta quarta-feira, após cinco dias de quedas consecutivas. As altas foram impulsionadas hoje pelo baixo custo das ações, pelo avanço nos preços do petróleo e pela valorização do dólar ante a moeda japonesa.

O índice MSCI Ásia-Pacífico, que mede as bolsas da região com exceção do Japão, registrava avanço de 1,6% durante o fechamento das principais praças acionárias do continente. Os investidores, embora temerosos com o impacto que terá a crise financeira internacional sobre os resultados corporativos, aproveitaram o dia para apostar em bônus governamentais e ações de baixo custo, evitando ativos de risco.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 de Tóquio subiu 0,29%, para 8.438,45 pontos, após cair ontem 4,78%. Destaque no pregão nipônico para as ações de companhias exportadoras, especialmente as da Sony, que avançaram hoje 4,50%. Ontem, o jornal Nikkei revelou que a empresa poderá ter sua primeira perda operacional em 14 anos.

O avanço nos papéis de exportadoras foi também impulsionado pela valorização do dólar ante o iene. No mercado de divisas japonês, a moeda norte-americana terminou o dia cotada a 89,69 ienes, contra 89,30 ienes da última sessão. Outras companhias nipônicas foram beneficiadas. Os títulos da Canon, Honda e Toyota cresceram 1,38%, 0,36% e 1,57%, respectivamente.

Em Seul, o indicador Kospi avançou 1,28%, para 1.182,68 pontos. Em Hong Kong, o referencial Hang Seng cresceu 0,27%, para 13.704,61 pontos. Já na China, o índice Xangai Composto teve alta de 3,52%, para 1.928,87 pontos.

Outros mercados da Ásia-Pacífico também fecharam no azul. O All Ordinaries de Sydney teve valorização de 0,85%, enquanto o Straits Times de Cingapura subiu 0,16%. Na contramão, o Jacarta Composto da Indonésia caiu 0,92%.

No cenário corporativo asiático, destaque para a mineradora anglo-australiana Rio Tinto. A companhia anunciou hoje a interrupção da produção de diamantes no oeste da Austrália por um período de até três meses.

Desde segunda-feira, a empresa suspendeu um projeto em uma mina de ouro e cobre, também localizada na Austrália, e adiou um investimento de US$ 2,15 bilhões para a extensão de uma mina de ferro no Brasil. Os papéis da empresa em Sydney finalizaram o dia com ligeira alta de 0,64%.

No mercado de commodities, o preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em fevereiro, operava há instantes com alta de 3,44%, cotado a US$ 39,08 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). O avanço nos preços é incentivado pela declaração de líderes da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), que pretendem aumentar o corte na produção para impulsionar os preços.

(Marcel Salim - InvestNews)