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Brasil poupará US$ 600 mi ao comprar menos gás boliviano

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Portal Terra

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou nesta sexta-feira que o Brasil deve poupar US$ 600 milhões de janeiro a abril por conta de decisão do governo de reduzir a importação de gás boliviano de 30 milhões de metros cúbicos por dia para 19 milhões de metros cúbicos diários, patamar mínimo previsto no contrato entre os dois países.

De acordo com o ministro, a redução do volume de gás vindo do país vizinho ocorre porque as chuvas permitiram o restabelecimento dos níveis nos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras, o que faz com que a utilização de usinas térmicas a gás não seja mais vantajosa economicamente.

Ficarão em funcionamento apenas as usinas de custo muito baixo: Angra 1 e 2 e Norte Fluminense 1 e 2.

- O Comitê de Monitoramento (do Setor Elétrico) se reuniu e, por proposta do Operador Nacional do Sistema (ONS), considerando os elevados níveis de reservatório das hidrelétricas, decidiu pela paralisação da geração térmica complementar no Brasil- afirmou Lobão.

Em 2008 o Brasil comprou, em média, 30 milhões dos 41 milhões de metros cúbicos que a Bolívia produz por dia. As usinas que tiveram o anúncio de seu desligamento feito hoje geravam juntas 8 mil megawatts (MW).

- Não faltará energia no Brasil nem agora nem no futuro. O fornecimento das hidrelétricas é firme, seguro, não poluente e nos encaminha para um custo cada vez mais baixo- disse o ministro.

Segundo detalhou, a ativação das térmicas no passado representou a decisão do governo de agir "com segurança" para evitar um novo apagão do setor elétrico.

- Foi a segurança devida. Tínhamos que manter as térmicas funcionando porque não podíamos correr o risco de desabastecimento. O preço mais elevado que se poderia ter é a carência (de energia)- observou.

Apesar da decisão, Edison Lobão e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, receberão nesta tarde uma comitiva de ministros bolivianos, que tentarão rever a proposta brasileira e convencer o governo a manter os atuais níveis de importação.

- Não faremos nada que prejudique diretamente a Bolívia intencionalmente. Se não necessitamos do gás e se isso (redução da importação) está previsto no contrato, também não podemos prejudicar o Brasil pagando o que não usamos- observou Lobão.