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Clima ainda é de pessimismo, mas taxas cedem

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SÃO PAULO, 8 de janeiro de 2009 - A volatilidade deve continuar pautando os negócios no mercado financeiro doméstico. Pelas mesas de operações o clima ainda é de pessimismo e, aparentemente, parece não ter um fim próximo, diante dos temores, cada vez mais crescente, com os impactos da crise financeira sobre a economia real.

Por outro lado, os juros futuros recuam ignorando a piora dos principais ativos, há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, apontava taxa anual de 11,90%, ante 12,07% do ajuste da véspera. Diante dos últimos dados de inflação e atividade o mercado financeiro está cada vez mais confiante de que o colegiado do Banco Central (BC) vai começar a redução dos juros básicos da economia ainda este mês. Analistas ressaltam que não há mais espaço para manutenção de juros na economia brasileira e a autoridade monetária deve cortar a taxa Selic de 13,75% para 13,25% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para 20 e 21 de janeiro.

Hoje o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, para 1,5%, um número nunca atingido desde a fundação da instituição bancária, em 1694."A economia mundial está sofrendo uma acentuada recessão. As decisões financeiras e a confiança do consumidor na economia apresentaram queda significativa. Este ano, o crescimento do comércio mundial será provavelmente o mais fraco", afirmou o banco em comunicado.

No mercado doméstico, os agentes financeiros monitoraram o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que subiu 0,68% na primeira medição realizada em janeiro, terminada no dia 07.

Foi divulgado também dado de desempenho da indústria automobilística. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que a produção de veículos despencou 47,1% em dezembro na comparação com o mês anterior, somando 102 mil unidades produzidas. No mesmo sentido, em relação a dezembro do ano passado, a produção caiu 54,1%.

(Maria de Lourdes Chagas - InvestNews)