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Bancos reduzem previsão de crescimento para 2009

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Ayr Aliski, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O mercado piorou ligeiramente as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. A mais recente projeção indica crescimento de apenas 2,4% no PIB neste ano. Uma semana antes, a estimativa era de evolução de 2,44% no ano. Os números constam no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. O boletim, que foi divulgado nesta segunda-feira, consolida dados coletados até o final da última semana (2 de janeiro).

O setor privado está, portanto, bem mais pessimista que o governo. A projeção do próprio Banco Central, presente no último Relatório de Inflação divulgado em dezembro, indica crescimento do PIB de 3,2% este ano. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, insiste que o Brasil deve trabalhar para alcançar um crescimento de 4% do PIB em 2009.

Além da projeção de crescimento mais tímida do PIB, o mercado revisou também estimativas quanto à evolução da produção industrial. A mais nova indica crescimento de 2,7% este ano na produção, ante projeção de alta de 2,9% na semana anterior.

O resultado da balança comercial também foi alvo de revisão e passou a ser alvo de uma projeção de superávit de apenas US$ 14,5 bilhões. Uma semana antes, a estimativa era de que o superávit chegaria a US$ 15 bilhões. De qualquer forma, trata-se de forte retração na comparação com o resultado de 2008, quando o superávit comercial ficou em torno de US$ 24 bilhões.

Boas perspectivas

Não há apenas revisões pessimistas de estimativas. O boletim Focus indica que o mercado aposta também em fluxo de US$ 23 bilhões em Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) este ano. Na semana anterior, a estimativa era de que o IED chegaria a apenas US$ 21,5 bilhões. Apesar da melhora das projeções, será um resultado bem mais tímido que o de 2008, no qual o fluxo consolidado é estimado em US$ 40 bilhões, conforme estudos do próprio Banco Central.

Melhoraram também as perspectivas quanto à evolução da dívida pública, a qual deverá abocanhar 37% do PIB no fim deste ano. Na semana anterior, os agentes de mercado apostavam que a dívida seria de 37,1% do PIB. Já as projeções do resultado em conta corrente foram mantidas na comparação com a semana anterior, com déficit estimado em US$ 25 bilhões para 2008.

Os agentes de mercado também têm boas perspectivas quanto ao comportamento da inflação. Em relação ao boletim Focus anterior, foram mantidas as projeções de evolução anual de 5% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e de 5,5% para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI). Foi reduzida de 5,5% para 5,26% a estimativa de alta do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M).