O dia é de tensão e volatilidade nos principais mercados globais, com os investidores temerosos com os impactos da crise sobre financeira sobre a economia real. Isto porque, a contração econômica mundial acelerou neste fim de ano, forçando os grandes formuladores de política monetária do planeta a adotar medidas não convencionais para salvar suas economias. Nesta semana, tanto os Estados Unidos quanto o Japão cortaram suas taxas básica de juros para próximo de zero.
A última sessão da semana também é influenciada nos EUA pelo vencimento simultâneo de quatro tipos de ativos: futuros de índices, futuros de ações, opções sobre índices e opções sobre ações e isso traz mais volatilidade às operações. Na Europa, também vencem derivativos importantes. Nestes mercados, as principais bolsas de valores operam com perdas. O mercado de commodities também mostra um dia ruim.
Por aqui, a autoridade monetária negocia até 22 mil contratos de swaps tradicionais, em operação semelhante à realizada ontem. A operação tem por objetivo terminar de rolar o vencimento na BM&FBovespa do próximo dia 2, no montante total de US$ 9,6 bilhões. Os investidores também analisam as mudanças anunciadas pelo BC, que aperfeiçoou e simplificou as regras para o recolhimento dos depósitos compulsórios.
No noticiário, o balanço de pagamento dá sinais de leve melhora em dezembro no quadro do financiamento externo. O investimento estrangeiro direto acumula US$ 3 bilhões em termos líquidos até o dia 19, depois de dois meses de fortes saídas. No período, o investimento em carteira acumula entrada líquida de US$ 500 milhões, enquanto no mercado de renda fixa houve saída líquida de US$ 250 milhões.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)